Saturnalia e 'Bacanais ancestrais': A história secreta da Árvore de Natal

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'Paganismo e bacanais ancestrais': A história secreta da Árvore de Natal

Você, como a maioria da população mundial,  provavelmente se esforça montando uma Árvore de Natal todo ano, mas como diria o famoso Professor Girafales: você já se perguntou o motivo, razão ou circunstância dessa tradição?

A história é mais antiga do que a gente poderia imaginar, e a origem pagã dessa tradição pode até surpreender os cristãos mais devotos!

Reunimos aqui as explicações mais aceitas no meio científico, que desvendam a origem dessa tradição mundial e sua cronologia básica, revelando fatos esquecidos (e surpreendentes) sobre as Árvores de Natal:


Grécia antiga - 1100 a.C

Grécia antiga
A tradição de representar divindades através de plantas vem da mitologia grega, onde as árvores faziam a ligação entre o céu e a terra, e tem relação até com o velho costume de "bater na madeira". O carvalho homenageava Zeus, a oliveira representava a deusa Atena, e assim por diante.




Roma antiga - 753 a.C

Árvore de Bacchus
Já na Roma antiga, existia o culto ao deus Baco, que era o deus do vinho e dos prazeres (principalmente sexuais). Era um costume popular honrar esse deus, pendurando máscaras dele em pinheiros durante uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com a data do nosso Natal. Essa festa acabou ficando cada vez mais popular, vulgar e sexual, e finalmente ficou conhecida como "bacanal"! Daí você já tem uma ideia do "nível" dessa comemoração, que extrapolava a mais selvagens das Raves. "Chutar o pau da barraca" era só o começo dessa popular festinha, regada a (muitíssimo) vinho e ópio, onde ninguém era de ninguém ...


Idade Média - 1000

Árvore de Natal medieval
Acabaram com a sacanagem e os bacanais e as coisas ficaram muito mais comportadas, até pelo medo de ir parar na fogueira (ou coisa pior...), e por volta do século 12, havia a tradição de pendurar um pinheiro no teto das casas, de ponta-cabeça, como símbolo da fé cristã.


Revolução protestante - 1517

Árvore de Natal de Martinho Lutero
A figura triangular de um pinheiro já era popular como um simbolo cristão da Santíssima Trindade na Alemanha. Mas a Árvore de Natal como conhecemos hoje, teria surgido quando o padre Martinho Lutero (ícone da revolução protestante) montou um pinheiro enfeitado com velas, e até uma estrela na ponta que simbolizava a estrela de Belém, para mostrar às crianças como seria o céu na noite do nascimento de Cristo. Depois isso acabou popularizando a tradição das Árvores de Natal na Alemanha.


Rainha Vitória - 1837

Árvore de Natal antiga
Finalmente a tradição da "Árvore de Natal" se espalhou pelo mundo graças a rainha Vitória da Inglaterra, que se casou com o alemão príncipe Albert, e acabou conhecendo e "entrando de cabeça" na tradição alemã das árvores enfeitadas. Ela montava Árvores de Natal majestosas em seus palácios, e o povo britânico começou a imitá-la, e o costume foi se espalhando para outros países até se tornar popular no mundo inteiro!







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16 comentários:

  1. Eu já conhecia esse costume e ainda bem que mudou pra melhor, já pensou se toda vez que fossemos a casa de alguém no natal tivessemos que fazer sexo com os donos da casa.

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  2. Eu já conhecia esse costume e ainda bem que mudou pra melhor, já pensou se toda vez que fossemos a casa de alguém no natal tivessemos que fazer sexo com os donos da casa.

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  3. incrível... q coisa hein!! ?! rss

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Por que pagão está entre aspas no texto ? Ao passo que cristão não?

    O paganismo, a despeito do erro de muitos em achar que são "pessoas não batizadas" meramente, na realidade é o fundamento religioso de diversas religiões da mesma forma que o cristianismo também o é. Colocar o termo entre aspas pode não ter sido proposital, mas soa muito desrespeitoso e desmerecedor com quem, como eu, segue uma crença pagã.
    No mais, as religiões pagãs cultuam sim a sazonalidade da terra e a sacralidade do tempo, daí muitas de suas festividades foram incorporadas ao cristianismo, sendo sim o natal uma delas.

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    1. Olá Yellow Cat
      Colocamos o termo pagão entre aspas porque consideramos que esse termo seja tendencioso, uma vez que classifica de maneira pejorativa quaisquer outros rituais ou crenças que não sejam cristãs. Assim, para mantermos nossa isenção e respeito a diversidade religiosa, achamos por bem colocar entre aspas o termo cunhado pela igreja católica para designar outras religiões. Na realidade nossa intenção foi justamente respeitar qualquer outra crença não cristã, e por isso não poderíamos classificá-la através de um termo que denota um entendimento parcial.

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    2. Para ter a isenção religiosa que mencionaram deveriam ter pesquisado melhor a etimologia do termo. O "pagus" para os romanos era o modo de vida, o agregado de crenças, com todo seu aspecto cultural e folclórico, das pessoas do campo. Ou seja, pagão originalmente é quem tem uma crença campesina. No medievo, como tantas outras distorções que a igreja realizou por interesses e por questões de manipulação mais que conhecidas, o termo pagão virou erradamente sinônimo de "não batizado" e genericamente utilizado para classificar qualquer um que não tivesse uma fé cristã. Com rigor histórico, paganismo é isso, o conjunto de crenças das pessoas do campo que dá base à formação de diversas religiões. Tomar a versão cristianizada como oficial, desconsiderando a etimologia, insisto, isso sim é pejorativo. Entendo que talvez desconheçam a origem correta do termo, mas por favor, não tomem a visão contaminada da palavra em detrimento do que ela é de fato.

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    3. Dentre as crenças pagãs temos a bruxaria tradicional européia, diversas religiões orientais, a stregaria italiana, o próprio candomblé e outras religiões africanas, as religiões tribais das américas, todas pagãs, de culto à natureza e politeístas.
      Ficaram todas elas "entre aspas" diminuídas ao lado do cristianismo no artigo em questão daí meu profundo incômodo quando li o artigo.

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    4. Entendam, Paganismo é fundamento religioso. Cristianismo é fundamento religioso. Se querem manter a imparcialidade que o jornalismo deve ter, tem de dar o mesmo peso aos termos.

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    5. Entendam, Paganismo é fundamento religioso. Cristianismo é fundamento religioso. Se querem manter a imparcialidade que o jornalismo deve ter, tem de dar o mesmo peso aos termos.

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    6. Infelizmente, a origem da palavra é uma coisa, mas seu significado atual é outro. De acordo com o dicionário, pagão é "O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição." Veja que o significado da palavra em si já é tendencioso, pois diz que um budista, ou um islâmico, por exemplo, seja apenas uma pessoa que crê em superstições, portanto não podemos utilizar essa palavra que claramente discrimina qualquer outra religião que não a cristã ou judaica.

      Claro, como você mesmo disse, a origem da palavra é diferente do contexto atual, mas ainda assim, decidimos colocá-la entre aspas a fim de evitar pre-conceitos. Se nos referirmos individualmente a qualquer outra religião, não colocaríamos entre aspas, afinal têm o mesmo peso, mas a palavra "pagão" traz consigo o preconceito arraigado do cristianismo medieval.

      E pra finalizar, nós do Curto e Curioso respeitamos toda e qualquer crença, com pesos iguais, por isso não podemos separar cristianismo de um lado, e todas as outras religiões do outro, como se todas elas tivessem juntas, o mesmo peso do cristianismo sozinho.

      Um grande abraço!

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  6. Lamento profundamente que o posicionamento de vocês seja este e insitam numa visão contaminada e não numa visão acadêmica e imparcial. Estou falando de algo histórico, antropológico, de uma pesquisa não superficial nem de se acatar uma visão parcial da interpretação da fonte consultada. No dicionário consta como citação ao cristianismo. Mas vejam, fala de "religiões nativas não cristãs" ou seja, colocar o termo entre aspas é desmerece todas essas religiões que ele representa que não são as cristãs.
    Poderiam simplesmente corrigir o erro e nem precisava se retratar, mas preferem insistir tomando por base a determinação de uma visão cristã contaminada, divisora e excludente. Você não pode falar de paganismo sob a visão do cristianismo, é como falar de um pai-de-santo sob a visão de um padre, não será a visão correta. Isso, apesar de dizerem que não, é preconceituoso e discriminatório, ofensivo.
    Se não fazem um trabalho de pesquisa histórica sério, se peferem ser superciais e acatar uma contaminação, se tomam a visão que uma religião determina sobre outra, como os conquistadores falavam sobre conquistados e ainda não levam em consideração quando este erro é apontado, o site não tem, portanto, seriedade e maturidade no que escrevem e não deveriam prestar esse desserviço à sociedade, disseminando uma distorção histórica. Já existe desinformação demais nos meios virtuais sobre o paganismo exatamente por este tipo de postura. Isso é leviano e contribui apenas com a propagação de mistificações. Novamente, acho profundamente lamentável, discriminatório e desrespeitoso esse posicionamento.
    É inadmissível tomar como verdade a visão de uma religião sobre as outras, através de uma interpretação PARCIAL do significado de um verbete, sem levar em consideração um embasamento acadêmico coeso e completo.
    De minha parte, quis contribuir para o aprimoramento do conteúdo, indicando a falha, mas dada a conduta de persistência na parcialidade de definição, não recomendo o site pela superficialidade dos artigos.
    Sem mais.

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  7. Quanta besteira, achei a matéria muito explicativa,aprendi com ela também, não tenho diploma acadêmico, nem sou ligada às explicação do entre aspas mais sei o que o significado popular de tudo isso, acho uma verdade arrogância esse yellow escrever tantos textos pra cobrar algo de um site que tem por objetivo explicar e matar a nossa curiosidade.
    Ei faz assim, yellow tanta inteligência não pode estragar, coloca a boca no trombone quando os principais governantes desse país usarem de forma incorreta qualquer palavra em seus pronunciamentos, comece a fazer a diferença pra esse povo que só faz. Sofreeeeeeeeeee.
    😎😂😂😂😂😂

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  8. Quanta besteira, achei a matéria muito explicativa,aprendi com ela também, não tenho diploma acadêmico, nem sou ligada às explicação do entre aspas mais sei o que o significado popular de tudo isso, acho uma verdade arrogância esse yellow escrever tantos textos pra cobrar algo de um site que tem por objetivo explicar e matar a nossa curiosidade.
    Ei faz assim, yellow tanta inteligência não pode estragar, coloca a boca no trombone quando os principais governantes desse país usarem de forma incorreta qualquer palavra em seus pronunciamentos, comece a fazer a diferença pra esse povo que só faz. Sofreeeeeeeeeee.
    😎😂😂😂😂😂

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